Sinopse do livro: O procedimento aqui é o da desfamiliarização que busca reverter o “de sempre” do reconhecimento num impacto do “à primeira vista”. Ao longo das sete conversas deste livro, Fabio Akcelrud Durão anda sempre cheio das teorias, não só sobre essas peculiares coisas de palavras, mas também sobre seus contextos de circulação, interpretação e (talvez principalmente) institucionalização. E quem conversa de volta tem também de entrar na viagem a seu modo, como que reagindo às saraivadas de sacadas de uma metralhadora giratória de ideias. Afinal, é esse o cerne da coisa, aquilo que se aprende com quem vive de interpretar: os muitos assuntos acadêmico-literários importam, é claro, mas por meio deles o que se quer transmitir é, acima de tudo, uma postura diante dos objetos que não só não dispensa a espontaneidade, como depende dela para a compreensão, sem com isso abrir mão do (muito) estudo necessário e da reflexão a sério. Digamos então que se trata de rigor de formalista, mas sem grandes formalidades — como tem de ser com os convites para pensar junto.